flexibilidade

há muito que defendo que um dos problemas do sistema educativo passa pela sua rigidez;

já lá vai o tempo, se é que houve alguma vez esse tempo, de ensinar a muitos como se de um só se tratasse;

do pronto a vestir escolar e pedagógico, com medida certa, preceito definido e bainha à altura;

de há uns anos a esta parte esse receituário não pega e, em muitas escolas, os professores, a gestão, sozinhos ou em parcerias, criam-se e recriam-se alternativas;

algumas já contempladas, desde os percursos curriculares alternativos, aos cursos de educação e formação, aos profissionais disto e daquilo, a leitura particulares da turma + ou a projetos disto e daquilo a diversidade é mais que muita num país que se julga centralista e homogéneo,

há muita coisa criatividade e diversidade e por muito lado, com maior ou menor legitimidade, com mais ou menos conformidade, com mais ou menos conhecimento do parceiro os professores fazem uma gestão criativa do currículo, dos programas;

fazem reinterpretações de instrumentos de avaliação, desde o normal teste, à matriz muito idêntica, aos testes intermédios ou mini fichas, aos trabalhos de compensação;

contudo e apesar de muito disto acontecer pela escola por onde ano, recusou-se a flexibilidade - aquela proposta de projetos de inovação pedagógica;

permanecemos na rigidez fingida, na flexibilidade ao risco de cada um, na harmonização criativa, na homogeneização arbitrária;

é pena
estou de passagem

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