o envolvimento do aluno

o meu grande desafio (gosto de pensar que dos professores e da escola) passa/é o envolvimento do aluno no seu trabalho escolar;

mais que ser aluno é um pouco a recuperação de uma ideia passada, a de se ser estudante;

ser estudante, no meu pensar, implica trabalho, esforço, vontade, algum sacrifício,
é muito mais que se ser aluno, este mais passivo, dependente, orientado do que descoberto;

para implicar o aluno na dinâmica escolar e/ou disciplinar tenho de pensar em estratégias de envolvimento, em trabalho, em implicação, como envolver o aluno/estudante (por vezes sem ele dar conta);

particularmente quando a escola nada diz ao aluno, têm culturas e orientações distintas (e, por vezes, concorrentes),

quando eles mesmos, os alunos, ou os pais e mesmo os professores lhes dizem que estudar para quê, afinal, não há trabalho, não há empregos;

a ouvir isto de forma persistente, quem se interessa pelo trabalho escolar, pela escola;

tenho optado por duas estratégias,

a montagem de portefólio do aluno (com definição de objetivos de curto e médio prazo, final de cada período, final do ano, final do ciclo), sistematização do trabalho desenvolvido na disciplina e na escola ao longo de cada período, escolha dos melhores trabalhos;

e

uma intensa quanto possível relação entre os conteúdos da disciplina e o quotidiano do aluno, pela utilização das fontes, pela análise crítica, pelo descobrir olhares, pelo passado que está ao nosso alcance, para ajudar a perceber que há uma história e que não estamos a descobrir a pólvora ou a iventar a roda;

este ano acrescentei numa turma aquilo que designo como diário de aprendizagem, pequenos apontamentos, à semana, sobre o que se passa na escola; coisas boas e menos boas; uma maravilha,

resultados? só no final do ano ou, melhor ainda, no final do ciclo;

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